Livre

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Pirita

(Foto: André L. Soares)
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PIRITA
(André L. Soares)
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Tolos.
Dez mil anos
e ainda somos
tolos.
Metais e pedras
são nossos
tesouros.
Matamos tudo
que há de mais
precioso.
Meros carrascos
em peles de
lobos.
A qualquer coisa
respondemos com
fogo;…
e não sabemos
ter paz.
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Galope Surreal

(Foto: André L. Soares)
GALOPE SURREAL
(André L. Soares)
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Entre deuses e mundos infindos
saúdo Netuno, que é meu irmão;
depois de milênios vivendo em seu reino
me lanço no espaço obscuro do céu,
fui brincar com Atena no anel de Saturno
e plantar em Mercúrio um novo sorriso,
pra louvar o amor de Dadá e Corisco,
com as bênçãos de Gandhi e Jubiabá!…
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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E se o mar é miúdo pra minha nau,
o bem e o mal não são páreos pra mim;
feroz como um raio, parto pra Marte,
no grande estandarte: o Corão e o Pasquim.
Medusa sugere o caminho pro sol,
mas cruzei a galáxia guiado por Thor;
e vi doze sereias amarem Narciso,
felizes, ao som de Dodô e Osmar!…
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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Numa lua de Urano: oceano de luzes,
com mil tons lilases e gases néon,
vi quasares sugados por buracro negro
em tela de Dali e verso de Drummond;
a voz de Elis ecoou dentro do big-bang,
fazendo o tempo render-se à canção
que Homero escreveu numa tarde, em Vênus,
enquanto valsavam Zeus e Piná!…
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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De volta à Terra, retomo a quimera,
bandeira maior de nossos ancestrais:
viver em harmonia, num mundo sem guerra,
sem dor, sem miséria, fome ou solidão,
em que toda ambição busque o bem-comum;
sendo tudo tão belo tal Rio e Cancún,
selando, pra sempre, a paz derradeira
no beijo de Obama em Armadinejad!…
Voando sereno, nas asas do sonho,
montado em Pégasus,
nesse galope interestelar!
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Punhal

(Foto: André L. Soares)

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PUNHAL
(André L. Soares)
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Em mim tudo termina,…
o ciúme, a cisma, a sina,
só o sangue quente continua
a escorrer, iluminado pela lua,
que acentua a tez do rubro,
até que esteja coagulado
no corte que agora encubro
com meu frio e afiado aço.
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Em mim tens o inverso do carisma,…
a sina, o ciúme, a cisma,
quando tua mente se faz violenta
sou a bússola que te desorienta,
até que tornes efetivo o ato,
que jamais pensaras cometer,
parando só quando – de fato –
nada mais houver a se fazer.
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Em mim tudo é gume,…
a cisma, a sina, o ciúme
– sementes do ódio e do rancor –,
e quando me empunhaste,
g
algaste o pódio da tragédia,
beijaste a morte e a miséria,…
sem que pudesses notar,
o diabo te dera um abraço.
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Pájaro del Vino – Poema-Canción

(Foto: André L. Soares.

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PÁJARO DEL VINO – POEMA-CANCIÓN
(Rubén Vedovaldi)
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En medio del patio
soplaba la flauta
los parches latían
al ardor del canto
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y amor era algo
que soltaba dulce
silencio de pájaro
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la arena se amaba
con manos de niños
que alzaban cohetes
puentes y castillos
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y vos derramaste
tu efímero sueño
de vino encendido
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en medio del patio
la luna apoyaba
sus pies delicados
en alada danza
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y yo deshojaba
las alas del sueño
por mis ojos de agua.
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Gravado em disco compacto: ‘CUANDO LA PALABRA CANTA’, com o músico Carlos Medrano, na Argentina, no outono de 1999.

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Esse belíssimo poema me foi gentilmente enviado pelo autor, o poeta argentino, Rubén Vedovaldi, a quem agradeço imensamente a gentileza, por permitir que eu postasse o texto aqui. Muitíssimo obrigado, ‘hermano’. Felicidade pra você,… hoje e sempre!

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Passagem

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Metafísica em Xeque


(Foto: André L. Soares)

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METAFÍSICA EM XEQUE
(André L. Soares)
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Penso na vida e vejo estrada larga,
farta de musgo, em chão todo de pedras,
na qual se correm léguas e mais léguas,
para, no fim, servir de pasto às larvas.
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E se, pra alguns, as horas passam calmas,
muitos padecem sós, lutando às cegas,
atrapalhados com as próprias pernas,
presos a um ponto inerte da jornada.
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Nessa vereda reta, rumo ao nada
resta-nos crer nos sonhos e nos mitos
(mágica, sorte, fé, conto de fadas);…
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depositando, desde muito cedo,
tanta esperança em deuses infinitos,
pra não morrermos loucos e com medo.
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Flor Branca

(Foto: André L. Soares)

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FLOR BRANCA
(André L. Soares)
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Uma flor branca,…
numa noite escura,
pra mostrar que a vida
por ser mais dócil,
pode ser mais pura.
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Uma flor branca,
alva formosura,…
cheiro da aventura
de roubar jardim.
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Uma flor branca,…
frágil igual ternura,
madrugada a fora,
pra te lembrar que é hora
de lembrar de mim.
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Dilema

(Foto: André L. Soares)

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DILEMA
(André L. Soares)
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Dilema de mulher
é servir Tróia e ser Helena;
voz macia, alma serena
e muita fome de viver.
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Mulher nasce poema:…
sonhos grandes, mãos pequenas,
sem limites para o amor.
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Sedutora,…
três raios de sol-e-chuva,
dez marés em sete luas,
cem leões em meio à arena,…
todos eles a seus pés!
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Sorrateiro


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