(Foto: André L. Soares)
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O INVERSO DA ÉTICA
(André L. Soares)
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O monstro vem pela estrada, a passo largo, decidido. Entra e sai das cidades sem ser visto; longe das vielas sujas e dos becos. Crava suas garras afiadas na garganta de cada jornaleiro. Mas ninguém percebe o óbvio que as esquinas anunciam. Seu brilho já é maior que o do sol, mesmo vestindo esse manto fosco e negro. E de nada serve mais, a reza das massas nas missas dominicais. Por que dizer que é certo, todo esse erro que cresce, dia-a-dia? Quanto ainda é preciso perder, de tudo que é mais precioso, até que se aprenda, enfim, a priorizar a virtude?
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