(Foto: André L. Soares)

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PUNHAL
(André L. Soares)
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Em mim tudo termina,…
o ciúme, a cisma, a sina,
só o sangue quente continua
a escorrer, iluminado pela lua,
que acentua a tez do rubro,
até que esteja coagulado
no corte que agora encubro
com meu frio e afiado aço.
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Em mim tens o inverso do carisma,…
a sina, o ciúme, a cisma,
quando tua mente se faz violenta
sou a bússola que te desorienta,
até que tornes efetivo o ato,
que jamais pensaras cometer,
parando só quando – de fato –
nada mais houver a se fazer.
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Em mim tudo é gume,…
a cisma, a sina, o ciúme
– sementes do ódio e do rancor –,
e quando me empunhaste,
g
algaste o pódio da tragédia,
beijaste a morte e a miséria,…
sem que pudesses notar,
o diabo te dera um abraço.
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