(Foto: André L. Soares)

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METAFÍSICA EM XEQUE
(André L. Soares)
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Penso na vida e vejo estrada larga,
farta de musgo, em chão todo de pedras,
na qual se correm léguas e mais léguas,
para, no fim, servir de pasto às larvas.
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E se, pra alguns, as horas passam calmas,
muitos padecem sós, lutando às cegas,
atrapalhados com as próprias pernas,
presos a um ponto inerte da jornada.
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Nessa vereda reta, rumo ao nada
resta-nos crer nos sonhos e nos mitos
(mágica, sorte, fé, conto de fadas);…
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depositando, desde muito cedo,
tanta esperança em deuses infinitos,
pra não morrermos loucos e com medo.
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

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