(Foto: André L. Soares)

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A RELATIVIDADE DA VERVE
(André L. Soares)
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Choram os mares abertos
por onde lançam-se os barcos,
em portos de ‘adeus’,… abscessos,…
à espera do doce regresso,
saudade incontida em gestos,
(mosaicos que dou a você)…
por toda pureza que abraço
nos beijos de janeiro a março.
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Sofre meu pulsar disperso
nas mãos que aqueço em afago,…
são cacos de vidro e pregos
da distância que faz estragos.
No entanto, o longe está perto,
no mais eu pago pra ver,…
se há mesmo esse caminho errado
nos sonhos que seguem atalhos.
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Imensa, a dor desses versos
que o poeta risca ao acaso,
louco, a vagar entre prédios,
catando lampejos e restos
da verve entregue ao passado
(embora nem saiba o porquê)…
dos astros que queimam,… eternos
nas curvas do tempo e do espaço.
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Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

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