(Foto: André L. Soares)

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AO VENTO
(André L. Soares)
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Ah… esse coçar a fronte
que faço se estou tenso,
esse mirar em frente
como quem olha pro nada,
perdido tal buscasse
a imagem do impossível
ou a inacessível resposta
à pergunta que nem fiz.
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Ah… que sensação é essa,
como se o mundo fosse leve
e eu voasse em um monociclo
pelas ruas, ladeira acima,
atrás dos sonhos distantes,
lançados por sobre as ondas,
de encontro aos furacões,
na contramão das marés.
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Ah… tem ainda a sonolência,
uma vontade de estancar
e viver pleno na saudade,
pra te sentir como música,
pra te ver em meio aos lírios,
pra te amar de forma mágica,
balançando num trapézio,
sob o ‘Cirque du Soleil’.
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