(Foto: André L. Soares)

.
.
.
TRABALHA À DOR
(André L. Soares)
.
Muita coragem tem toda essa gente
que marcha firme, dia-a-dia pro trabalho;
é nosso orgulho: classe de operários,
pelas cidades, pelos campos,… sempre!
.
Há que ter força pra seguir em frente
sob a pressão infinita dos horários;
comendo a seco o pão dos proletários,
nessa marmita com batatas-quentes.
.
E se o Gigante é injusto com seus filhos
(matando à míngua o povo que batalha),…
em prol de quem explora o santo suor,
.
não tardará a justiça do oprimido,
a nos livrar, por fim, desses canalhas;…
…e quem trabalha vai ter mais valor!
.
.
.
.
.
Dedicado a todos os trabalhadores do Brasil e, em especial, a Augusto Boal e a Paulo Freire, operários da Arte e da Educação que, respectivamente, colocaram seu teatro e sua pedagogia a serviço da conscientização das massas, buscando sua libertação. Panfletário? Sim. Porque, infelizmente, ainda é preciso.

.

Leia também:
Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

Anúncios