(God’s Canvas – Delacorr)

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ANTROPOCÊNTRICA
(André L. Soares & Maria Eugenia)
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O que fazer
após o derradeiro invento?
Recriar outra inutilidade qualquer?
Não aceito isso.
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O compromisso humano,
deve ser mais nobre.
Talvez sejamos protótipos de deuses;
quiçá, deuses melhores.
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Presumo que esta esfera
por nós habitada
e perdida no universo,
traduza apenas
tênue estágio
de uma insípida existência.
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Sinto que a vida não passa
de engenhosa sacanagem,
ou espécie de castigo.
Em benesse,…
não acredito.
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Não fosse assim,
não existiria sofrimento
e teríamos respostas
às perguntas mais simples:
– De onde viemos e…
onde iremos aportar?
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Tudo seria menos complicado,
a felicidade não existiria em “flashes”
se Deus fosse um ser que fala e mexe,
ao invés do mito
escondido no nada.
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Então nós,…
frente às tangíveis divindades,
coexistindo num plano mais lógico,
reinventaríamos este
e outros mundos
fazendo do amor ao próximo
enfim, algo possível.
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Leia também:
  Gritos Verticais / O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos

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