(Foto: André L. Soares)
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ALMA DE POESIA
(André L. Soares)
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Vem até mim essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho… que é sua força,
própria de quem nunca perdera o jeito moça,
mesmo que a vida tão sofrida assim lhe fosse.
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Belos cabelos, cujo vento em vão contorce,
camuflam a aura, pura e frágil como a louça,…
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade que jamais lhe foi precoce.
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Por sua palavra até a tristeza ganha graça,
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa
principalmente, quando diante de sua face…
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sou arrebatado de uma nudez que me devasse:
canção de amor lançada aos céus e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
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