(Green Room – Sas Christian)


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ALADA
(André L. Soares)
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Do seu mais recôndito interior
– aos gritos –
sua alma feminina
exigia liberdade,
presa que se encontrava
aos tabus e à rotina.
Sufocada por cruel realidade,
decidiu que não mais recuaria
– um passo sequer –
em seus sonhos.
Agarrada à necessidade
de ser nova,… de ser outra
– inédita até para si mesma –,
olhou as agruras do passado
como quem, no cais,
se exila do país.
Chorou seus anseios,
estendeu as asas
– que já imaginava possuir –,
ganhou as alturas,
voou,…
foi ser feliz.
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