(Foto: André L. Soares)

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DINHEIRO
(André L. Soares & Daisy Serena)
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Dinheiro! O vil metal do mundo inteiro.
Comprando gente a preço de banana,
como se fosse domingo, em fim de feira;
como se alguém que tem dinheiro fosse a fera
e quem não tem fosse somente mera presa;
como se o homem fosse carne sobre a mesa;
como se a vida se resumisse em comércio;
como se a vida fosse um item de negócio:
todo mundo fatalmente tendo um preço!
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Qual o teu preço? Quanto crês que vales?
Pessoas cobram aluguel para morar dentro do peito.
Infinitos centímetros de amor nada valem
se não tens carro e dinheiro
para bancar os sonhos das meninas,…
essas faces hipócritas se unhando umas às outras,
enlouquecidas por um fútil pedaço de papel imundo.
Onde te encontras em meio a tantos animais perdidos?
Onde encontras o preço da tua felicidade?
Cuidado na esquina! Pois se não tens dinheiro és vagabundo;
mas se tens, arrancam à força tua face!
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