(Hungry – S. Caruso)

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ONDE NÃO HÁ NATAL
(André L. Soares)
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Há, no ar… a nota triste
da viola caipira que lamenta,
chorando, tal chuva de primavera,
como se ser feliz fosse loucura.
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Há, no céu… o traço fosco,
riscando o azul com cor cinzenta,
resquício da antiga maravilha
da estrela que há muito se apagara.
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Há, no chão… só a esperança
da rosa novamente orvalhada,
fazendo rir a criança que agoniza
no retorno da pureza que se fora.
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