(Havana Piano – Pierre Farel)

.
.
.
O AMOR
(André L. Soares &
Rita Costa)
.
O amor é um sacrifício,…
o mais doce suplício,
meu sonho de martírio,
melhor sempre no início.
O amor é mesmo isso…
às vezes, um negócio,
íntimo equinócio,
do clitóris ao prepúcio.
O amor é imenso vício…
sem hora ou compromisso,
desânimos no ócio,
nem fácil, nem difícil.
O amor é esquisito,…
um gostoso castigo,
demônio que é bendito,
inflamando o Vesúvio.
O amor é tão bonito,…
silêncio e também grito,
delícias em dilúvios,
calor, dor e abrigo.
O amor é esse bicho…
surgido do impossível,
voando em precipício
do inferno ao paraíso.
.
O amor não dá em rios,…
nem nasce no Estácio
não se prende a espaços,
vai esguio em meio-fio.
O amor não é infinito,…
requer tantos cuidados,
senão, faz mil estragos
aos mais desprevenidos.
O amor dá veredictos,…
condena os omissos,
convoca os esquecidos,
liberta os infelizes.
O amor vive conflitos…
em flagrante delito:
de um lado, puro espírito;
de outro, sexo explícito.
.
.
.

Anúncios