(Genesis II – T. C. Chiu)

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VERVE
(André L. Soares)
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A verve não deflora
mata virgem
em transa atlântica;
mas rompe o hímen
da contracultura,
escandalizando o homem
que às artes
se opõe.
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Por favor,…
mais uma dança
e outra taça
desse vinho da loucura!
Não poupe o riso
nem palavras obscenas.
Baco é sempre generoso
em suas honras.
Proibidos, apenas,
o tédio e a mesmice.
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Viver é estar exposto
ao crivo:
andar à sombra
não é caminho
que se preze,
quando lá fora
o Sol oferta
a música das cores
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Nessa vida,
respeito somente a mulher
e a poesia:
maravilhosos universos
que não se curvam
à razão-pura.
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