(Maiden – T. C. Chiu)

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UNICÓRNIO
(Enise)
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Aprisionado num móvel de vidro
um unicórnio de cristal, perdido,
com seu torcido chifre lascado,
perdeu seu poder selvagem,
entre o bem e o mal…
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Esquecido pelas florestas,
abandonado das matas,
distraído pelos prados sem fim,
não pisava mais nos sonhos,
não cavalgava mais em luz,
e, sem sua magia,
não queria mais viver assim…
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Não perfurava mais fontes,
sem limite para seus horizontes,
sem esperança para suas virgens.
Empoeirado, desencantado,
sem sossego em sua alma,
sem lembranças das suas origens…
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Tolhido do seu poder de cura,
cercado por falsas criaturas,
mal cuidado, sem ideal…
Foi colocado num lugar de destaque,
presenteado como se fosse de araque,
num último dia de carnaval…
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