(Black Dress – Edward Martinez)

.
.
.
DÈJÁ-VU
(André L. Soares)
.
Houve uma época
em que a alegria tinha cores quentes
e eu só caminhava olhando pra frente,
acreditando que nada era difícil.
Era um tempo de franca esperança,
todas as noites terminavam em samba.
Minha confiança não via limites,…
eu desconhecia o impossível.
Naqueles dias eu era feito de sorrisos,
o amor era parte de um todo perfeito,
onde cabiam romantismo e outros ideais,
em um mundo de sonhos bons e infinitos.
.
Mas agora, tanto tempo depois,
quando já pensava ser tudo isso
parte remota, da felicidade há muito perdida,
você surge e me revira a vida:
alma sem máscaras e corpo nu,…
…aqui.
Então, cá estou eu mergulhado
nesse imenso ‘dèjá-vu’.
.
.
.

Anúncios