(Dead Calm Nantucket – Sergio Roffo)

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ORADEUS
(Anderson Santos)
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A íris é o arco, e não o arco-íris
nos olhos-espelho vejo apenas flechas
banhadas no fel da alma que escurece
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e ainda assim me colhes em carinho
destemendo espinhos e quaisquer defesas
para desfolhar-me, pétala por pétala
na busca infinita do teu bem-me-quer
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(eu sigo pensando que tu mal-te-queres)
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desvio a sinistra, apego-me à destra
sigo intempestivo a teia do meu tempo
perpendicular ao que te é paralelo
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(cansei de ferir meu ego nas partidas)
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deixo um aceno no assento ao lado
e um rastro da cor do cheiro do teu medo
no paço oposto ao que tomei por rumo
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(que o teu pilar seja pra sempre uno…
…adeus).
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