(Sleeping Boy – Nikifor Stepanovich Krilov)

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NOITE DE TORMENTA
(Jenário de Fátima)
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É noite de tormenta, o vento urra,
como um felino preso, engaiolado
se esgueira pelas frestas do telhado.
Rebate nas vidraças, a porta empurra.
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O vento é bruto e mau, a terra curra,
de um jeito feroz, descontrolado,
de frente, atrás, de lado, espanca esmurra
(Eolo está feroz, está zangado!).
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Em noites de tormenta, noite assim,
uma mão vinha outrora com carinho,
calma e meigamente repousar em mim.
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Agora eu apalpo, tateio, em vão procuro.
Mas eu não encontro nada neste escuro
…comigo resta a dor de estar sozinho.
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