(Dinner with Guest – Lorenzo Relli)

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POESIA EM CARNE VIVA
(André L. Soares – 04.10.06 – Guarapari/ES)
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A poesia é como um rio…
leito de verbos e vinhos,
onde uma alma se banha
na palavra que empenha,
soberana,… arte rainha,
devota paixão tamanha,
é a esperança que se cunha
capaz de mover montanhas.
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A poesia é largo esteio…
que mantém firmes os punhos
do homem simples que apanha,
sob o peso da desdenha,
e frente ao terror medonho
dos que estão quase sozinhos,
mas se unem, em rebanhos,
sem renderem-se às barganhas.
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A poesia é eterno cio…
em que se fecundam sonhos,
superando,… na artimanha
a maldade que avizinha
os corações feitos de estanho,
cruzando novos caminhos,
desvendando tantas senhas,
por seus férteis testemunhos.
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A poesia, então, é isso…
algum gesto de carinho
ofertado a um estranho,
– português, pária ou portenho –,
sem remorso e sem vergonha,
não tendo intenção de ganho,
mas de ser dócil resenha
dessa vida, tua e minha.
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(…)
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E sendo poesia… é infinda,
sendo bela, é ingênua,
sendo força, ela é bem-vinda,
e por ser amor,… há quem diga…
que a poesia é carne viva.
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Blogagem Coletiva:
INTERNET E POESIA – ISSO COMBINA?

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Este tema foi proposto por Ricardo Rayol,… poeta responsável pelos blogs: A Cor da Letra e Internet e Poesia (esse último, criado especialmente para a presente blogagem coletiva).
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A discussão proposta por Rayol pretende analisar os rumos e a utilidade da poesia veiculada na Internet, buscando saber em que isso ajuda os autores a publicarem seus trabalhos de modo a também ganharem dinheiro.
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De minha parte, posso dizer que a internet me é útil como fonte de aprendizado. Um infinito campo de troca de informações e experiências, que me permite aprender de modo mais dinâmico, absorvendo os mais variados estilos e técnicas de escrita. Essa troca é, sem dúvida, também fonte de grande inspiração, por conta das pessoas maravilhosas que se passa a conhecer (mesmo quando apenas de modo virtual).
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Quanto ao dinheiro, a Internet tem duas faces: de um lado essa se constitui na maior vitrine do planeta. Pessoalmente, já consegui, por meio da WEB, que alguns de meus trabalhos fossem utilizados em campanha publicitária, peça de teatro, curta-metragem, disco de banda de rock, entre outros. De outro lado, porém, a Internet – talvez – seja o maior campo de atuação de plagiadores, o que pode significar perdas e dores de cabeça pra muita gente.
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Não querendo aqui escrever algo que pareça pleonasmo, mas a verdade é que: para defender meu trabalho, eu tenho tido muito trabalho.
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Contudo, apesar de algumas perdas e danos – normais em qualquer atividade -, considero que os fatores positivos sejam muito superiores aos negativos. Então, penso que vale a pena usar a Internet para divulgar trabalos literários em geral. Ganhar dinheiro não será – pelo menos por agora – uma certeza. E, para os que ganham, provavelmente nada virá em volume significativo.
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Para a literatura amadora, a função maior da Internet é mesmo de ‘vitrine’. É um modo barato, rápido e muito agradável de mostrar ao mundo o que se está fazendo, comparar com as demais produções e, claro,… aprender. Aprender com humildade. Aprender a respeitar o trabalho do outro. Aprender a receber duras críticas, com naturalidade. Aprender a receber elogios, sem deixar o excesso de vaidade subir à cabeça. Enfim, é na Internet que se entende a diferença entre mostrar o trabalho a amigos e parentes (sempre generosos em suas análises),… e mostrar o trabalho ao mundo (por vezes cruel e realista em suas apreciações).
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Ricardo Rayol, poeta-amigo,… quero parabenizá-lo por mais essa iniciativa. É importante que haja gente assim que, além de ser um excelente poeta, mostra-se também um ser humano integrado à vida, participativo e, no bom sentido, um agitador das boas causas. Grande abraço, Poeta!
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Grande abraço a todos!
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