(Unity Monica Stewart)

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POR DARFUR
(André L. Soares)
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Diz que tua maldade
é só loucura,…
fruto de uma dor insuportável
que nem mesmo o
tempo curou.
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Deixa que eu sinta
alguma culpa.
Divida comigo esses crimes,…
tu que irás beber
todo esse sangue,
derramado em nome
da ambição.
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Mente!
Tenta iludir o orto das lágrimas!
Pois não quero crer
que seja, o homem,
o mais carniceiro
dos Leviatãs.
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BLOGAGEM COLETIVA:
DIREITOS HUMANOS: UM MUNDO, UMA VIDA”
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Desde seu primeiro aparecimento no pensamento político dos séculos XVII e XVIII, a doutrina dos direitos humanos evoluiu muito, ainda que entre contradições, refutações, limitações.
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Além de processos de conversão em direito positivo, de generalização e de internacionalização, manifestou-se, nos últimos anos, nova linha de tendência, que se pode chamar de especificação; consiste na passagem gradual, porém cada vez mais acentuada, para uma determinação dos sujeitos titulares de direitos. Essa especificação ocorreu com relação seja ao gênero, seja às várias fases da vida, seja à diferença entre estado normal e estados excepcionais na existência humana.
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Porém, descendo do plano ideal ao plano real, uma coisa é falar dos direitos do homem, direitos sempre novos e extensos, e justificá-los com argumentos convincentes; outra coisa é garantir-lhes proteção efetiva. Sobre isso, é oportuna a seguinte consideração: à medida que as pretensões aumentam, a satisfação delas torna-se cada vez mais difícil. Os direitos sociais, como se sabe, são mais difíceis de proteger do que os direitos de liberdade. Mas sabemos todos, igualmente, que a proteção internacional é mais difícil do que a proteção no interior de um Estado, particularmente no interior de um Estado de direito.
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Contudo, ainda hoje há lugares, principalmente na África, em que os direitos humanos são tão brutalmente agredidos, que é impressionante ver como parcela significativa do chamado ‘mundo livre’ se mostra alheio a tal situação. Talvez esse seja o grande crime internacional das nações ocidentais que, apesar da avançada industrialização e do elevado grau interno de evolução dos direitos, calam-se frente as barbáries praticadas no continente Africano.
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Então, hoje, no dia da ‘Blogagem Coletiva Direitos Humanos: Um Mundo, Uma Vida’, proposta pelo Sam, do blog ‘Fênix Ad Eternum’, cabe a nós refletir sobre as violações que tais direitos sofrem em todo o planeta – enfatizando-se o caso africano – e pensar sobre o que queremos: se a continuidade da atual postura apática; ou se o desencadeamento de uma ação conjunta, no sentido de ofertar auxílio material imediato àqueles povos e campanhas internacionais, visando obrigar os governantes a buscarem ações políticas que resultem no fim desse absurdo.
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O poema ‘Por Darfur’, que inicia esta postagem, refere-se a uma parte do Sudão, na África, onde os direitos humanos simplesmente foram ignorados em sua totalidade.
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