(Orchid – Fleur Olby)

.
.
.
BRASÍLIA
(André L. Soares)
.
Conta pra mim
teus segredos,
os tantos medos,
os teus planos
nesse chão cartesiano,
dividido em linhas retas,
em que te ausentas
– boquiaberta –
nas madrugadas
tão incertas,
repletas de desenganos.
.
Mostra-me o chão
de tuas casas,
e a imensidão
das duas Asas,
na planície em que estamos.
.
Não te aquietes
frente a dor de tuas chagas
e ama o povo
que te afaga,
há mais de quarenta
anos.
.
.
.

Anúncios