(Pergola in Capri – Wright E.)

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DA SAUDADE
(André L. Soares)
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Guardo em pedra bruta
a frase que sangra
frente o tempo que arranca
sorrisos de diamante,
incrustados no rosto
desgastado pelo ópio
amarelo-manga.

Travo o verso que assusta
e arrasta a inocência na areia
onde se perde meu ego,
destilando gotas de aspereza
na contingência certeira
a disfarçar o grito
da saudade que cega.
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