(A Day of Clear – Ramon Pujol)

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SONETO À INCERTEZA

(André L. Soares)
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Gosto da história e de seu modo cíclico,
do azar e da sorte que se sucedem,
dos dias, uns infernais outros de Éden,
entre e o paraíso e o fim apocalíptico.

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Gosto do agora e a vil insegurança:

forte nevasca convertida em Saara,
sol alto, eclipse, tsunami, lua clara,…
infindo (in)constante em que o tempo dança.

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Porque prefiro a beleza do incerto

à garantia do marasmo e a mesmice
da magia que vê o amanhã e nos avisa.

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Quero um futuro dia-a-dia descoberto!

Assim, rio do que Nostradamus disse
e nego os búzios, o tarô e a pitonisa.
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