(Antigua II – Paul Brent)
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LUSCO-FUSCO

(André L. Soares)
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Pior que estar entre paredes
é ver no ar livre o muro,
perceber a solidão que há em tudo,
sentir o passo preso aos nós.

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Contra essa prisão resisto e luto

nos limites do escuro
entre dois sóis,
atento ao alerta de perigo
que se traduz nos tons do lusco-fusco,
quando o tempo
– implacável e brusco –
rouba-me o prazer
da tua voz.
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