(Timeless Summer – Jim Daly)

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SONHO DE INFÂNCIA
(André L. Soares)
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Fugi de vez pra pintura do caderno,
vou ser, pelo eterno, a criança de agora,
pintarei o sol com a cor dos teus olhos
num desenho à mão-livre e sem fronteira.

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Corro nos campos, em meu cavalo imaginário,

não há mais hora pra acabar a brincadeira;
chamo os amigos pra jogar amarelinha,
subir os montes e passear na floresta.

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A vida é festa, não existem mais perigos,

salto das nuvens, sobre o leito dos rios,
pulo corda em meio à taba dos índios,…
meu novo herói é um pequeno curumim.

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Brinco assim,… integrado à natureza,

essa beleza é o futuro que me aguarda,
mundo perfeito vai ter paz a noite inteira
e final feliz, como nos bons contos de fada.

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Subo, então, na bicicleta,

jogo bola e empino papagaio,
lanço o peão montanha abaixo,
pulo ponte, salto morros.

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Canto uma canção de roda,

ao escurecer, conto as estrelas,
pela manhã tomo banho no riacho
para depois começar tudo de novo.
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