(The Ship Salvador Dali)
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UTOPIAS E VENTOS
(André L. Soares)
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Desde sempre é este mistério
no escapulário, no cavalo,
no cemitério, no cardume, no cardápio,
no calcário, na oração!

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E o que fazer diante do tempo
e da ordem dos templários,
na escuridão dos monastérios
ou na espada dos assírios
sabendo que hoje, nossos filhos
– espalhados pelo mundo –,
ainda trilham mil calvários
atrás dessa liberdade…
sempre por vir?

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Diante disso,…
quero explodir mil fevereiros,
riscar um novo manifesto,
sendo meu próprio Querubim,…
– burguês de origem operária,
razão no fio da navalha –
reinventando a velha história
(agora me levando a sério)
e no vermelho-climatério
abrir porões, quebrar os elos,
destituir os donatários…
por esse ‘Dezoito de Brumário’
escrito dentro de mim.
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