(Island Woman II Migdalia Arellano)

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ALMA DE POESIA

(André L. Soares)
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Vem até mim, essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho… que é sua força
própria de quem nunca perdera o jeito moça
mesmo que a vida tão sofrida, assim lhe fosse.

Belos cabelos, cujo vento em vão contorce
camuflam a aura, pura e frágil como a louça…
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade, que jamais lhe foi precoce.

Por sua palavra até a tristeza ganha graça
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa
principalmente, quando diante de sua face…

sou arrebatado de uma nudez que me devasse,…
canção de amor lançada aos céus,… e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
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