(‘Il Viale del Gardino’ – Claude Monet)

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DO AMOR DE TODAS AS HORAS – II
(André L. Soares)
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Pelo aroma dos prazeres que sinto, penso vir das rosas o perfume em tuas palavras,… cujo efeito me lança num patamar de felicidade antes não experimentado. Em êxtase, aguardo o amanhã, antevendo viver a nova sensação de te amar ainda mais,… e de me sentir amado ao extremo. O amor nos custa caro? Muito! Mas tudo é compensado ao primeiro olhar do dia, no primeiro abraço permitido, quando há a certeza de enlaçar o sonho que se materializa, sem ganhar mácula humana. Por mútua generosidade, perdoam-se erros – quase todos meus –, porque todo engano é ínfimo se o amor é inviolável. Guarda-se a essência do primeiro encontro, como poção mágica a ser usada nas horas ruins. De resto, só os verbos dos corpos ávidos que se movimentam, ao testemunho silencioso de objetos e paredes. Quanto ao tesouro, o levamos intrínseco na carne, na alma,… na memória. Sinto decepcionar os ladrões de felicidade, mas não há como tirar isso de nós.
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