(‘Water Lilies’, 1916 Claude Monet)

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ALVÍSSARAS
(André L. Soares)
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Aguda é só a dor deste silêncio
Alento único a tudo que me falta
Ao teu lado é minha alma quem caminha
Anistiada no escuro da distância
Atento, busco a felicidade máxima
Animado por folia farta e franca
Arranco o teu nome da garganta
Alto… grito a todos que me cercam
Aguardo – inda longe – que me escutes
Alheio vivo a tudo que não canta
Aberta – minha boca quer teu seio
Assim, abro o peito pra que adentres
Arrisco-me dizendo o que sinto
Afirmo meu amor – que é preciso
Abraçar o encanto que emanas
Afluente – o meu sangue quer teu veio
Adindo tua cabeça ao meu ombro
Amparando a mim mesmo em tua paz
Alegro-me no esboço de teu riso
Adorando a sensualidade do teu ventre
Alucinado com o ouro de tua pele
Amando tua miragem mais e mais!
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