(‘La Dormeuse’ – Tamara de Lempicka)

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SOU TUA
(André L. Soares)
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Sou tua vontade inquieta na consciência
Sou a idéia inversa de tudo o que pensas
Sou aquilo que lutas para não desejar
Sou os excessos e enredos de teu mar…

Mas se o corpo grita mais alto que a razão
Então, disfarçado em teus doces delírios
Sou a dose de martírio a abalar os teus anseios
E quando teus seios se mostram ofegantes
Sou a mão de teu amante te baixando ao chão.

Sou tua maior força traduzida em libido
Não duvide, eu consigo até ser muito mais
Sou tua sombra, até se andas no escuro
Sou o teu segredo, que não há quem revele
Sou tua noite de frio e teu calor de paz
Sou esse arrepio, no limiar da tua pele.

E ao não mais me encontrares, ainda assim estarei aqui
Quando achares que fui embora, outra vez te abraçarei
E ao final, quando sentires minha falta, eu sei…
Renascerei em forma de saudade, dentro de ti.
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