(Foto: André L. Soares)
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MÁGICOS
(André L. Soares)
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Quero ser o teu vértice.
Quero que sejas meu ápice.
Tornar-te-á minha fênix,
sendo teu corpo, um cálice.
Isento o amor de limítrofes,
além dos duais semáforos,
ambos livres tal pássaros
em homenagem a Ícaro,
num fim de tarde em Trípoli,
sorvendo vinho dos cântaros,
desprezaremos os clérigos,
reescreveremos os cânones.
Após banharmos em bálsamos,
reinventando teu ânimo,
libertando-nos do pânico
da vida que passa em átimos;
e ao som de sax e pífanos
inverteremos os trópicos:
eu vivendo de teu pêssego,
tu vibrando em minha sístole,
renasceremos no epílogo,
eternizados no intróito.
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