(Foto: André L. Soares)
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AMIÚDE
(André L. Soares)
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Toda dor é só uma gota d’água
comparada à alma que me deste
(és uma canção apaixonante,
dessas que se ouve e nunca esquece).
Então, deixa fluir o amor…
é chegada a hora do sorriso.
Não… não chora!
Se tua natureza é impulsiva,
sinal que estás viva…
e ainda há tempo de sonhar.

Toda cor que vejo, vem de teus olhos,
espelhos frente aos quais adoro estar
(parecem sinais luminosos,
faróis a me guiarem,… pelo mar).
Então, faça brilhar o amor…
enxuga a lágrima, mas deixa o sal.
Hoje preciso, mais que ontem,
do calor de teu carinho,… esse meu sol.
E se, em ti, a Natureza é poetisa,
sopra uma brisa de boas rimas
dentro do meu coração.

Eu sei,…
quase sempre a poesia diz tudo,
mas tem dias em que eu queria ser mudo
para saber dar valor às palavras.
Não raro, eu me armo de escudos,
às vezes… me fecho entre muros,
e sinto que seria bem melhor
usar o olhar… para falar de amor.
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