(Foto: André L. Soares)

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RECADO DIRETO
(André Soares)
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Saiba: a melhor nação da Terra
nunca erra por priorizar a paz,
ainda se jaz em meio à violência
da inconsciência do Estado
e a impunidade dos vilões,…
ladrões e políticos corruptos
que, de súbito, roubam o fruto do trabalho
e, caralho!… jogam fora nosso esforço
no escuro poço, maldito e sem fundo,
maior que o mundo, mas incapaz de nos vencer.

Pra você ver,…
superamos com risada vários golpes
e com chopp, ‘detonamo’ os militares.
Não sem dores e cortes, é bem verdade.
Inda arde, aqui e ali ferida aberta,
como alerta à gigantesca paciência
que, em resistência, teima em não perder a calma,
pois nossa alma não é mesmo de guerrilha;
mas trilha sim, os caminhos do humor;
ainda que for ante o seqüestro da poupança,
a gente dança e gargalha do espelho.
Depois, ‘meu velho’, tira logo o teu da reta,
que a gente acerta e vira o jogo pelas pontas.

Vê se não apronta!
Louva tua prole e teu campo de centeios.
Lava os Correios, esqueça o próprio umbigo.
Ouça as bases, não as bases do Partido.
Ouve o país sofrido, limpa a lama do Congresso,
ou o insucesso, como flecha, te alveja
e com cerveja, de teu tombo inda riremos;
festejaremos, como se fosse futebol.

Sol a sol, dia a dia, abra bem tua cabeça:
não esqueça que saíste da ralé.
Então, ‘Mané’, não te deixa seduzir pelo dinheiro.
Companheiro, o poder é passageiro,
a verdade é ilusória, a certeza é um escuro.
Puro, só mesmo o clamor dos descontentes,
que, entre dentes, agüentam muita sacanagem
na engrenagem do circo capitalista
da lista de países ricos que te fazem a ‘vendetta’.
Então meta as caras, vá gritar a todo mundo
que, no fundo, o Brasil é a imensa maravilha.
‘Bota pilha’, avisa a esse monte de frustrado
que, inda quebrado, aqui se vive é de pau-duro.
Somos o povo mais potente do Planeta!

Agora, porra!…
não varra a sujeira pra debaixo do tapete.
Cacete! Grafa teu nome com louvores na História.
Não distancia a ação do desejo original.
Canta o Hino Nacional com a mão no peito!
Foste eleito pra selar a tua e a nossa glória!
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