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Gritos Verticais /O Poema de Cada Dia /Poética Herética /Raiz de Cem /Sons de Sonetos
23 sexta-feira dez 2011
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18 sexta-feira nov 2011
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04 terça-feira out 2011
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07 quarta-feira set 2011
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PIRITA
(André L. Soares)
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Tolos.
Dez mil anos
e ainda somos
tolos.
Metais e pedras
são nossos
tesouros.
Matamos tudo
que há de mais
precioso.
Meros carrascos
em peles de
lobos.
A qualquer coisa
respondemos com
fogo;…
e não sabemos
ter paz.
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02 terça-feira ago 2011
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15 sexta-feira abr 2011
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PUNHAL
(André L. Soares)
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Em mim tudo termina,…
o ciúme, a cisma, a sina,
só o sangue quente continua
a escorrer, iluminado pela lua,
que acentua a tez do rubro,
até que esteja coagulado
no corte que agora encubro
com meu frio e afiado aço.
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Em mim tens o inverso do carisma,…
a sina, o ciúme, a cisma,
quando tua mente se faz violenta
sou a bússola que te desorienta,
até que tornes efetivo o ato,
que jamais pensaras cometer,
parando só quando – de fato –
nada mais houver a se fazer.
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Em mim tudo é gume,…
a cisma, a sina, o ciúme
– sementes do ódio e do rancor –,
e quando me empunhaste,
galgaste o pódio da tragédia,
beijaste a morte e a miséria,…
sem que pudesses notar,
o diabo te dera um abraço.
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20 domingo mar 2011
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PÁJARO DEL VINO – POEMA-CANCIÓN
(Rubén Vedovaldi)
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En medio del patio
soplaba la flauta
los parches latían
al ardor del canto
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y amor era algo
que soltaba dulce
silencio de pájaro
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la arena se amaba
con manos de niños
que alzaban cohetes
puentes y castillos
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y vos derramaste
tu efímero sueño
de vino encendido
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en medio del patio
la luna apoyaba
sus pies delicados
en alada danza
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y yo deshojaba
las alas del sueño
por mis ojos de agua.
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11 sexta-feira mar 2011
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07 segunda-feira mar 2011
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METAFÍSICA EM XEQUE
(André L. Soares)
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Penso na vida e vejo estrada larga,
farta de musgo, em chão todo de pedras,
na qual se correm léguas e mais léguas,
para, no fim, servir de pasto às larvas.
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E se, pra alguns, as horas passam calmas,
muitos padecem sós, lutando às cegas,
atrapalhados com as próprias pernas,
presos a um ponto inerte da jornada.
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Nessa vereda reta, rumo ao nada
resta-nos crer nos sonhos e nos mitos
(mágica, sorte, fé, conto de fadas);…
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depositando, desde muito cedo,
tanta esperança em deuses infinitos,
pra não morrermos loucos e com medo.
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03 quinta-feira mar 2011
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FLOR BRANCA
(André L. Soares)
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Uma flor branca,…
numa noite escura,
pra mostrar que a vida
por ser mais dócil,
pode ser mais pura.
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Uma flor branca,
alva formosura,…
cheiro da aventura
de roubar jardim.
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Uma flor branca,…
frágil igual ternura,
madrugada a fora,
pra te lembrar que é hora
de lembrar de mim.
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